sexta-feira, 6 de agosto de 2010

DESPEDIDA DO CURSO EPROINFO/2010


Continuemos nos dedicando e aprimorando nossos conhecimentos em informática, pois o futuro nos aguarda! Chegar aqui é uma VITÓRIA!

"AQUELE QUE VAI MAIS LONGE NÃO É O MAIS INTELIGENTE E SIM, O MAIS MOTIVADO."

Tenha motivação para vencer as dificulades e tirar todas as barreiras que limitam nosso crescimento. Independente da área, Acredite, você vai mais longe! =)

Sete motivos para um professor criar um blog




Grandes mudanças ocorrem a partir de pequenos passos. Uma vez perguntaram à Madre Teresa, "Como você pode salvar um mundo com fome?", Ela respondeu: "Uma pessoa de cada vez." Paul David Hewson

A intenção é trazer para cá algumas das idéias que a gente vê perdidas pelo mundo — real ou virtual. (Blog de Nelson Vasconcelos)

Nesse mundo da tecnologia, inventam-se tantas novidades que realmente é difícil acompanhar todas as possibilidades de trabalho que elas abrem para um professor. Recentemente, surgiu mais uma: o blog.
Mas o que vem a ser isso? Trata-se de um site cujo dono usa para fazer registros diários, que podem ser comentados por pessoas em geral ou grupos específicos que utilizam a Internet. Em comparação com um site comum, oferece muito mais possibilidades de interação, pois cada post (texto publicado) pode ser comentado. Comparando-se com um fórum, a discussão, no blog, fica mais centrada nos tópicos sugeridos por quem gerencia a página e, nele, é visualmente mais fácil ir incluindo novos temas de discussão com freqüência para serem comentados.
Esse gênero foi rapidamente assimilado por jovens e adultos do mundo inteiro, em versões pessoais ou profissionais. A novidade é tão recente; e o sucesso, tamanho, que em seis anos, desde o início de sua existência, em 1999, o buscador Google passou a indicar 114 milhões de referências quando se solicita a pesquisa pelo termo “blog”, e, só no Brasil, aparecem 835 mil resultados hoje.
No mundo acadêmico, por sua vez, esse conceito ainda é praticamente desconhecido. O banco de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) não apresenta nenhuma referência sobre o tema e, mesmo em buscas internacionais, são pouquíssimos os trabalhos a respeito do que se pode fazer com um blog nas escolas. Todas as referências encontradas estão no pé deste artigo.
Não é à toa que tantos jovens e adultos começaram a se divertir publicando suas reflexões e sua rotina e que tantos profissionais, como jornalistas e professores, começaram a entrar em contato com seu público e seus alunos usando esse meio de comunicação. No blog, tudo acontece de uma maneira bastante intuitiva; e não é porque a academia ainda não disse ao professor que ele pode usar um blog que essa forma de comunicação deve ser deixada de lado. Com esse recurso, o educador tem um enorme espaço para explorar uma nova maneira de se comunicar com seus alunos. Vejamos sete motivos pelos quais um professor deveria, de fato, criar um blog.

1- É divertido

É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma atividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu. E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reação de seus leitores. Como os blogs costumam ter uma linguagem bem cotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos. Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão. O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens selecionadas (ou criadas). É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários.

2- Aproxima professor e alunos

Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar idéias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs. Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira? O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.

3- Permite refletir sobre suas colocações

O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. A primeira reação de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”. Mas pensemos por outro lado: que oportunidade maravilhosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós! Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polêmica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor. O professor “blogueiro” certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.

4- Liga o professor ao mundo

Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço. Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali. Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.

5- Amplia a aula

Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Mesmo que não caia na prova.

6- Permite trocar experiências com colegas

Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros. Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica. Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. (É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)

7- Torna o trabalho visível

Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver. O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?

Antes de fazer seu próprio blog, vale a pena consultar as realizações de algumas pessoas comuns ou dos mais variados profissionais. Faça uma busca livre pela Internet para descobrir o que se faz nos blogs pelo mundo afora e (re)invente o seu!



Referências bibliográficas:

DICKINSON, Guy. Weblogs: can they accelerate expertise? Tese de mestrado em Educação da Ultralab, Anglia Polytechnic University, Reino Unido, 2003. Acesso em: 29 jul. 2005.

GENTILE, Paola. Blog: diário (de aprendizagem) na rede. Nova escola, jun./jul. 2004. Acesso em: 29 jul. 2005.

KOMESU, Fabiana Cristina. Blogs e as práticas de escrita sobre si na Internet. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos. Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.

LEARNING and Leading with Technology. BlogOn, 2005. vol 32, n. 6.


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UNIDADE 8 - EPROINFO - RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COM PLANILHA ELETRÔNICA















UNIDADE 8 - Não é minha praia fazer planilha, mas vamos tentar, pois adquirindo a habilidade para aproveitar as principais funções das planilhas eletrônicas; e
identificando o potencial das ferramentas do software Calc na sistematização, descrição e análise de dados; e também identificando o tipo ou categoria de problemas que pode ter sua solução potencializada com o uso das planilhas de Cálculo; e aproveitar algumas das principais vantagens das planilhas no aprendizado da matemática.

Concluindo, nesta Unidade conheci os recursos básicos para criar e utilizar planilhas eletrônicas. Vou tentar exercitar bastante, pois assim vou me familiarizando com a ferramenta e, aos pouco, descobrindo que é muito fácil e útil usá-la. Utilizá-la na sua prática profissional e na sua vida cotidiana. Éla pode ser uma ajuda poderosa, pois usar planilhas para organizar e registrar o desenvolvimento de todas as etapas do trabalho, incluindo previsão de locais, gastos, responsáveis, resultados, alterações a fazer e assim por diante.
O Calc pode ajudar-me a organizar um controle de desenvolvimento do currículo em termos de elementos do projeto político-pedagógico da escola, por exemplo, para cada área do conhecimento, por série, por turno, por turma, e assim por diante.
Pode ajudar-me, ainda, a organizar a programação de atividades periódicas com alunos, com pais, na minha função como especialistas, do início ao final do ano. Posso fazer uma projeção de recursos necessários para essas atividades, em termos de infra-estrutura, mobiliário, equipamentos, pessoal, custos, entradas e saídas de recursos, entre outros.
REFLEXÃO
Quantas vezes nos reunimos presencialmente para trocar idéias a respeito de um tema que nos inquieta! Você já está acostumado a participar desse tipo de discussão, seja na vida cotidiana, seja na vida escolar. Pode-se fazer o mesmo através da rede de computadores? Será que muda alguma coisa nesse processo quando se debate e conversa com outras pessoas pelo computador?
REFLEXÃO
No contexto atual da educação a distância, o educador não deve pensar apenas na área cognitiva. Em um ambiente de aprendizagem construtivista é preciso ativar mais do que o intelecto. Ao educador cabe a função de ativação da aprendizagem, ele deve trabalhar consigo mesmo a percepção de seu próprio valor e promover a auto-estima e a alegria de conviver e cooperar, bem como desenvolver um clima de respeito e de auto-respeito. ( Fagundes,1999). Fonte: Proposta Pedagógica da Fundação Pensamento Digital.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

UNIDADE 7 - PROINFO - Por que e como devemos usar apresentações de slides na escola?





UM TEXTO BEM LEGAL!!!

O uso das apresentações de slides é muito frequente no mundo corporativo e também nas universidades e escolas privadas. A razão disso é simples, essas organizações tem acesso aos recursos necessários: o computador, o projetor multimídia, as telas de projeção. Mas em alguns casos o uso se transformou em abuso. Pelo excesso mesmo! Alguns professores nunca mais chegam perto de um quadro de giz. Vamos analisar porque isso não é muito recomendável.
Há argumentos bem fortes contra esse abuso. No Blog “Café Filosófico” Ligado à Universidade de Évora, o professor Renato Martins publicou um post onde afirma que assistir aulas com esse tipo de apresentações pode promover uma atitude preguiçosa e descompromissada dos estudantes. É verdade, porque nessas aulas, em geral os estudantes não precisam tomar nota de nada e nem há tempo para isso. Os slides são passados muito rapidamente. Os alunos assumem uma atitude passiva, como espectadores apenas. Nas palavras do professor Martins, “embora sempre tenha havido alunos com um interesse secundário na sabedoria, a tecnologia potencializa ainda mais os conhecimentos falsos e a ignorância escondida... A questão da cidadania e a noção de pensamento crítico e autônomo vai-se perdendo, dando lugar a um analfabetismo funcional, uma série de macacos cibernéticos que sabem funcionar, mas não se interrogam bem por que o fazem.” (MARTINS, 2008). Como dissemos o argumento é forte! Vamos tentar entender o que leva um professor universitário a se pronunciar de modo tão enfático. Analisemos o que diz outro professor que concorda que o risco acima existe. É o professor José Carlos Cintra, da USP de São Carlos. Ele argumenta que “ com o uso da lousa, duas características são muito valiosas em termos didáticos. A primeira é o fato de o professor representar a figura central, e a lousa apenas um instrumento a seu serviço. A outra característica é que, na lousa, as informações aparecem passo a passo. Os desenhos, as equações, as definições, etc., tudo é construído com o acompanhamento do aluno” (CINTRA, 2007).
Ele nos alerta que o uso inadequado dos slides (em número excessivo, poluídos de informação, com frequência exagerada) muda a dimensão tempo na relação do professor com aluno e do aluno com o conhecimento ... Diz ainda o professor Cintra, “cada slide mostra todo o seu conteúdo de uma vez só ... Esses slides auto-explicativos são projetados continuamente, sem interrupção, ofuscando o professor. Nessas condições, mesmo ótimos professores não conseguem dar boas aulas... Como refém da projeção, e sem chance de demonstrar o seu conhecimento e de cativar os alunos, o professor tem a sua atenção monopolizada pela tela de projeção e, por isso, geralmente se posiciona de costas para o seu público, tornando-se um mero coadjuvante.” (CINTRA, 2007)
O professor Cintra recomenda que se você usar os slides digitais como complemento da sua aula, fuja dos slides auto-explicativos, pedindo que o foco volte a ser você, o professor, sendo os slides apenas um acessório. Outra recomendação é que não se privilegie a forma em detrimento do conteúdo. As possibilidades de recursos multimidiáticos acabam ofuscando a mensagem. É preciso cuidado!
Em artigo publicado na revista digital “Lingua UOL”, a professora de língua portuguesa da Faculdade de Informática e Administração Paulista, Ana Cláudia Moreira, concorda com esses aspectos. “a gente acaba acostumando mal os alunos. Quando havia só giz e lousa, as crianças escreviam mais. Hoje, os alunos estão acomodados. O professor passa o PowerPoint e depois passa para os alunos o arquivo. Há uma cobrança deles pelo arquivo, e aí deixam de escrever e anotar “ (MACEDO apud MURANO, 2009)
E o professor da Universidade Positivo de Curitiba, Ricardo Macedo, no mesmo artigo mencionado acima, sintetiza: “ É uma ferramenta que complementa a educação, como um quadro-negro, um retroprojetor ou um livro ao alcance de um bom educador. Mas um professor que baseia suas aulas só nessa ferramenta comete um grave erro. É como comer um só tipo de alimento, por mais que possa ser bom, não nutre por completo”. (MACEDO apud MURANO, 2009)
Então, ficou claro! Precisamos ter cuidado ao usar essa ferramenta. Nas escolas públicas, em geral isso não é um problema, até porque nessas escolas os recursos tecnológicos são escassos. Mas esperamos que essa situação mude no futuro, então é bom começar já a aprender com os erros dos outros, para não repeti-los, não é mesmo?
De todo modo, os autores citados concordam que, se bem utilizadas, as apresentações de slides digitais trazem a vantagem da agregação de imagens e sons, criando um contexto muito mais envolvente do que apenas a fala do professor, e trazem também a vantagem de destacar e dar ênfase aos pontos mais importantes de um conteúdo. Nesse sentido a professora Moreira destaca que o uso desse recurso estimula a capacidade de síntese, de concisão e de objetividade, o que promove uma “...atenção redobrada ao padrão do idioma, já que o manejo atropelado da língua se torna, durante uma apresentação, algo que "salta aos olhos".” (MOREIRA apud MURANO, 2009)
Mas essa capacidade de síntese, concisão, etc, apenas surge para quem cria uma apresentação, não para quem a assiste. Então chegamos aqui a uma conclusão importante: Os nossos alunos também devem ser autores das apresentações. É isso mesmo! Afinal, já sabíamos que numa escola participativa e dialógica, o discurso não é unilateral, a autoria e sistematização do conhecimento deve ser compartilhada entre professores e estudantes.

UNIDADE 7 - EPROINFO - Na Internet os formatos mais comuns são JPG e GIF.





Para reconhecer o formato de um arquivo de imagem basta observar a extensão apresentada no seu nome. O nome do arquivo é sempre seguido por um ponto (“.”) e por sua extensão, a qual identifica seu formato. Ex.: foto.jpg ou imagem.gif
O trabalho com imagens é normalmente realizado utilizando-se Editores de Imagens específicos. Assim, se você for utilizar um desses editores, é interessante salvar no formato do próprio editor em quanto estiver trabalhando, de forma que você possa editá-la em momentos posteriores, continuando a usufruir todos os recursos utilizados naquele programa. Somente quando a imagem estiver pronta é recomendável salvar (em alguns programas esse processo é denominado “exportar”) para os formatos gif ou jpg, típicos da Internet.
Abaixo são listados alguns dos principais Programas Editores de Imagem disponíveis no mercado e especificados os respectivos formatos:


Corel Draw – arquivos com extensão “.cdr”. Ex.: imagem.cdr (para Windows).
Photo Shop – arquivos com extensão “.psd”. Ex.: imagem.psd (para Windows).
Gimp – arquivos com extensão “.gmp”. Ex.: imagem.gmp (para Linux e Windows).

EPROINFO - UNIDADE 7 - TABELA quantidade de pixels


A tabela sintetiza os dados de resoluções em quantidade de pixels e o tamanho máximo para impressão com a qualidade de 300dpi para os principais valores conhecidos no mercado.

O QUE REALMENTE DEFINE A QUALIDADE DA IMAGEM
É o tamanho físico do sensor combinado com as dimensões do pixel. Vejam na tabela abaixo os tamanhos dos sensores atualmente existentes:
Sensores de imagens podem ter diferentes tamanhos, e quanto maior o tamanho do pixel, melhor a qualidade da imagem resultante, com mais detalhes, tons e nitidez. Enfim, a grosso modo, uma câmera digital de 10 megapixels de resolução pode ter qualidade de imagem inferior a outro modelo combem metade da resolução, ou 5 megapixels… Portanto, um dos grandes erros do consumidor é ir atrás dos argumentos de marketing das empresas, que apresentam câmeras digitais com resoluções cada vez maiores – o que na verdade pode significar, em muitos casos, deteorização da qualidade ótica.


TAMANHO DO SENSOR

Quantidade de pixels (em megapixels)
0.3MP
0.8 MP
2.0MP
3.1MP
4.0MP
5MP

Quantidade de pixels da matriz
640x480
1024x768
1600x1200
2048x1536
2272x1704
2560x 1920

Tamanho de impressão(para uma resolução de 300dpi)
4,0 x 5,4 cm
6,5 x 8,6 cm
10,1 x 13,5 cm
13,0 x 17,3 cm
14,4 x 19,2 cm
16,2 x 21,6 cm


Fonte: http://www.bancodaimagem.com.br/artigos/CURSO EPROINFO

unidade 7 proinfo - SLIDES DIGITAIS NA ESCOLA Como os alunos fazem buscas na internet
















Estudo realizado pela Universidade de Buenos Aires, na Argentina, mostra como os estudantes procuram informações na rede mundial
A tecnologia está cada vez mais presente na vida de todos. Tanto é assim que pela primeira vez na história o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação Comparada, a famosa prova realizada com jovens de 15 anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE) vai incluir, neste mês de maio, um teste para ser respondido com o auxílio do computador. As 27 questões serão aplicadas apenas em 17 países (dos quase 60 que fazem o Pisa), justamente para medir a capacidade de encontrar informações e construir conhecimento utilizando a rede mundial.

No entanto, o uso de computadores na escola ainda não está tão disseminado em nosso país (e em muitos de nossos vizinhos). Pesquisa divulgada no mês passado mostrou que 63% dos estudantes brasileiros dizem que o lugar mais habitual para acessar a internet é a escola. Porém, esses mesmos jovens afirmam que metade dos professores não utiliza nem recomenda a rede. E apenas um em cada dez entrevistados aprendeu a usar a ferramenta com um educador.

Cientes dessa falta de familiaridade dos professores com a internet, pesquisadores da Universidade de Buenos Aires vêm se dedicando a entender como os alunos buscam informações na rede. "Muita gente acha que, pelo fato de terem mais acesso às máquinas desde cedo, as crianças sabem tudo o que precisam fazer, o que não é verdade", destaca Flora Perelman, a coordenadora do estudo, que foi apresentado em março durante as Jornadas 30 Anos de Leitura e Escrita na América Latina, em La Plata. "Temos um papel fundamental na hora de ajudar essa turma a usar as novas tecnologias."

O estudo, feito com alunos do equivalente ao nosso 7º ano em 400 escolas da província de Buenos Aires, indica que há cinco pontos essenciais a considerar antes de colocar a garotada na frente da tela: compreender que a busca na rede é uma prática social de leitura, tomar consciência de que a máquina deve ser usada ao nosso favor, aprender a escolher os sites que têm o que se quer procurar, saber selecionar informações confiáveis e entender o peso da imagem no processo.

O que o aluno deve buscar na rede, onde e como

O primeiro problema que se coloca para os estudantes ao pesquisar na internet é onde encontrar o que se quer. Em geral, acessam um site de busca (tipo Google) e digitam uma ou mais palavras. Há três comportamentos padrão. Quando quer apenas se divertir, o jovem clica no primeiro resultado de busca e vai para o novo site. Na hora de buscar conhecimento geral, ele clica em no máximo dois sites, até achar o tema em questão. Finalmente, quando tem de localizar algo específico para uma tarefa escolar a complexidade aumenta: o aluno faz a busca, lê o site, tenta avaliar a qualidade dos dados oferecidos e refaz o processo várias vezes, até ter alguma certeza de que os nomes, números e datas conferem. Mas o processo é eficaz? "Isso prova que buscar informação na internet é altamente complexo, é uma prática social de leitura e, portanto, requer auxílio constante do professor", explica Flora Perelman.

Mariana Ornique, também da equipe que realiza o estudo, conta que, quando o professor não orienta o trabalho, o mais comum é a turma digitar qualquer coisa na tela, sem pensar muito. "Só que a página de busca não é capaz de interpretar nada." Por isso é fundamental discutir o que exatamente se quer encontrar - antes de clicar. Em outras palavras, é preciso levar os alunos a entender a diferença entre pedir informação a alguém e à máquina. Só assim a tecnologia é usada a favor do usuário e da aprendizagem.

Na hora de escolher, confiança é a chave

O terceiro passo é aprender a selecionar os sites "Na dúvida, as crianças muitas vezes optam por um ‘.org’ ou ‘.gov’, porque acreditam que páginas não-comerciais têm mais credibilidade", afirma outra pesquisadora, Vanina Estévez. "Será? Duvidar das informações é essencial e é preciso ensinar a turma a fazer isso." Segundo a pesquisa, os jovens acreditam muito na objetividade dos fatos históricos. Mas é essencial que eles compreendam que qualquer ponto de vista carrega consigo uma certa parcialidade - conhecimento, aliás, que deve ser explorado também em atividades sem o computador. Daí a importância de saber selecionar as informações confiáveis (a quarta conclusão do estudo). Afinal, nem tudo o que está disponível na internet é verdadeiro.

Como, então, levar a turma até dados confiáveis? "Essa é a questão quando se trata de explorar a tecnologia na escola", diz a pesquisadora Emilia Ferreiro, conhecida por seus estudos em alfabetização, mas que coordena trabalhos sobre o uso do computador em classe. "Quando alguém nos pergunta algo, imediatamente pensamos para que essa pessoa quer saber isso, aonde quer chegar. E a máquina não faz isso. Nenhum site de busca consegue interpretar como nós fazemos."

A força das imagens e como não se enganar

Finalmente, María Rosa Bivort, também da equipe de Buenos Aires, chama a atenção para a importância da imagem na busca via internet. "Numa das tarefas propostas, os alunos tinham de encontrar fotos de imigrantes que vieram da Europa no século 19", conta ela. "Ao colocar palavras-chave nas ferramentas de busca, como ‘navio’ e ‘século 19’, algumas crianças encontraram fotos recentes de embarcações antigas em festas em homenagem aos imigrantes, por exemplo." Isso serviu para os professores explicarem que nem todas as imagens em sépia (aquele tom amarelado que as fotos em preto-e-branco ganham com o tempo) são velhas de verdade, pois esse efeito pode ser obtido hoje justamente graças à informática. Sem falar no próprio visual dos sites - um mais atraente pode "parecer" mais confiável, sobretudo para crianças menores.

Tudo isso só reforça a importância de cruzar informações e checar antes de simplesmente comprar o que aparece na tela. "A confiabilidade é mesmo o aspecto crucial", analisa Emilia Ferreiro. "A grande vantagem é que a máquina nos permite experimentar infinitamente. Podemos voltar, refazer, trocar tudo. E isso não causa nenhum problema ao trabalho, pois ele é 100% reversível. No entanto, precisamos ensinar a interpretar. Pois só assim vamos ajudar os alunos a construir conhecimento de fato."